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Tipos de Ubá

Em Ubá, na juventude, Ary Barroso conheceu dois tipos: Chico Bomba e Franco, ambos condutores da Leopoldina Railway. Um saía no expresso de Ubá para o Rio; o outro, de Ubá para Matipó, numa carvoenta maria-fumaça. Ambos encontravam-se em Ubá na volta. Antes, enterravam uma caixa de cerveja na beira do rio para as garrafas ficarem fresquinhas, pois gelo era coisa rara naqueles ermos. O local do encontro, o Bar do Camilo. Nos fundos, havia uma área livre, onde o proprietário colocara algumas mesas para os fregueses mais reservados, entre eles Chico Bomba e Franco. O primeiro, gordo, imenso, mal cabendo na cadeira; o segundo, alto, magro, grisalho, cabeleira puxada pra trás. Ambos, enormes de bondade e admiradores do falar bonito. E em Ubá quem falava bonito era Ary Barroso. Por isso, quando voltavam de viagem, mandavam chamá-lo. Um crioulinho ia até a casa dos Barroso: “Seu Ary, Seu Arantes espera o senhor, às 6 horas da tarde”. Seu Arantes era o Chico Bomba.
A tia de Ary, que o criara, odiava a dupla. Ela sabia que, nos dias daquelas chamadas, o sobrinho voltava bêbado pra casa. Mas era um chamado ao qual Ary não faltava. Às seis em ponto, os três se encontravam. Os dois já na mesa, mais pra lá do que pra cá; Ary, em cima de uma cadeira. Iniciada a sessão, Franco declarava:
– O tema hoje é ciúme. Pode começar.
Ary enveredava ciúme adentro, num emocionante discurso de improviso, que deslumbrava os dois admiradores. Enquanto Chico Bomba esvaziava muitos copos de cerveja, Franco ia tomando outros tantos, misturados com doses de vinho Madeira-R, que esse era o seu vício. Quando Ary terminava uma frase bonita, Franco pedia-lhe para parar e gritava lá pra dentro:
– Ei, rapaz! Vai lá embaixo e desenterra mais quatro!
O moço do bar ia até a beira do rio e apanhava quatro garrafas de cerveja estalando de frescas. Legítimas Teotônias, pois outra marca não havia. E Ary recebia, como paga, um copo cheio de bebida. Ao fim da tertúlia, estavam sentimentalmente satisfeitos e embriagados até a alma. O mais engraçado é que, embora só os três participassem dessas reuniões, a todo instante Chico Bomba e Franco pediam silêncio a uma inexistente platéia. Quando raramente acontecia chegar alguém e fazer barulho, os dois se exaltavam e era preciso contê-los para não agredirem o intruso.

 
Extraído de O Popular - On Line.


Escrito por GABRIELLA.bibita.JORNALISTA às 06h50
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Idosos terão 0800 para informações sobre saúde em Minas

por ubamais.com.br

Um serviço de ligação telefônica gratuita em Minas Gerais vai oferecer informações sobre a saúde dos idosos. A implantação do MG Idoso está prevista para a segunda quinzena de janeiro. O sistema terá o atendimento feito por médicos residentes com especialização em Geriatria na UFMG. Eles estarão em contato direto por telefone com os usuários. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, a demência é uma das principais preocupações para os médicos que atendem este segmento da população. Por isso, o serviço vai oferecer, além de informações gerais sobre a saúde do idoso, orientação aos portadores de Doença de Alzheimer.

Estima-se que a população idosa no Estado seja de aproximadamente 1,7 milhão de pessoas - 9,6% da população total.

Alzheimer

A Doença de Alzheimer corresponde a cerca de 60% dos casos de demências e é definida como “uma doença cerebral degenerativa primária de causa não totalmente conhecida, com aspectos neuropatológicos e neuroquímicos característicos". Essas alterações podem culminar a morte de células cerebrais e até mesmo afetar algumas áreas do cérebro.

Os sintomas atingem a memória, a atenção, o aprendizado e interfere nas atividades do dia-a-dia, como higiene pessoal, vestimenta, alimentação e atividades fisiológicas.

Em Minas, a medicação para o tratamento da doença pode ser obtida gratuitamente através do Programa de Tratamento para os Portadores de Doença de Alzheimer, no Centro de Referência em Atenção ao Idoso/UFMG mediante avaliação global do paciente. Os medicamentos também podem ser obtidos através de processo protocolado na Diretoria de Assistência Farmacêutica da Secretaria de Saúde.



Escrito por GABRIELLA.bibita.JORNALISTA às 06h41
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Empresários de pólo moveleiro de Ubá investem em design

Por ubamais.com.br

A efervescęncia do pólo moveleiro de Ubá e cidades vizinhas, em Minas Gerais, pode ser medida pelo número de eventos relacionados ao design que estăo acontecendo, acredita o designer Dijon de Moraes. Acostumados á cópia, as empresas demonstram que estăo despertando para a importância da criatividade e da identidade própria das marcas no processo de conquista do mercado. Dijon é o coordenador e orientador da Coleçăo Ubá Móveis de Minas, projeto patrocinado pelo Programa Via Design, do Sebrae. Lançada na Fęmur (Feira de Móveis de Ubá e Regiăo), a Coleçăo Ubá exibe peças que foram criadas para 11 empresas, entre pequenas e grandes, por onze jovens designers que seguiram um princípio básico e bastante difícil: todos os móveis năo poderiam modificar o processo produtivo, ou seja, eles teriam que ser adaptados ŕs condiçőes tecnológicas das empresas participantes. "É um alívio ver, com o resultado, que nosso esforço deu certo. Acho que năo atendemos apenas á expectativa de 11 empresas, mas de mais de 300 que, de alguma forma, investem no pólo", assinala Dijon, destacando que os designers corresponderam especialmente ao desafio de decodificarem a cultura mineira, como passo para marcar a identidade da coleçăo.


Dijon lembra que, durante o processo de realizaçăo da Coleçăo Ubá, muitos empresários lamentaram năo participar do projeto. "Isso mostra o momento de euforia do pólo. Os empresários estăo sempre apoiados na tecnologia e na gestăo, mas faltava o design como estratégia", avalia o designer.


Segundo a gerente de Atendimento e Tecnologia do Sebrae em Minas, Mara Veit, a Coleçăo Ubá irá viajar pelo país, servindo năo só de divulgaçăo para o pólo de Ubá, mas também como exemplo de que investimentos desse tipo fazem diferença nos negócios e fortalecem as empresas. "O Programa Via Design quer levar inovaçăo ŕs empresas e este é um projeto que mostra que ele năo pode ser dissociado de um contexto. Se uma ação como essa tivesse sido feita de forma isolada, sem se preocupar com o que acontece no pólo, ela se perderia", acredita. "Muitas empresas ainda fabricam sem seguir as
normas técnicas", explica Andréa Tristão Lanza, responsável pelo Programa Via Design no Sebrae Minas. Ela lembra que a falta de normalização para a produção dos móveis é um fator que interfere diretamente na competitividade das empresas. "Além de criarem dificuldades para as vendas no exterior, ou mesmo no mercado nacional, eles gastam muito mais material, elevando o custo das peças", ressalta.


A expectativa é a de que a Coleção Ubá inaugure uma nova fase no modo de produçăo, que năo só a incorporaçăo do design. Andréa lembra que os empresários do pólo nunca deram muita importância aos protótipos, um item muito importante na indústria moveleira. "Os jovens designers năo apenas criaram as peças, mas também trabalharam muito no acompanhamento do processo de produção perto dos empresários, fazendo os ajustes necessários á fabricaçăo", conta Andréa.



Escrito por GABRIELLA.bibita.JORNALISTA às 06h39
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